Leituras | Balanço de 2016

Primeiro post de 2017 e é hora de comentar as leituras do ano anterior. Em janeiro do ano passado, publiquei uma pequena lista de livros como meta para 2016 (que pode ser consultada neste link). Entretanto, apesar dos 58 livros lidos nos últimos doze meses, essa lista não foi totalmente contemplada. Isso porque li títulos emprestados e também outros que fazem parte de projetos deste blog, como a bibliografia policial de Agatha Christie, as aventuras de Maigret e a série Discworld, por exemplo.

Também em 2016 foi tempo de consolidar o projeto de releitura de obras infantojuvenis que fizeram parte do meu desenvolvimento como leitora. Fazem parte desse projeto os títulos da Série Vaga-Lume, dos quais todas as aventuras dos detetives Léo, Ângela e Gino foram resenhadas. Terminando a saga dos jovens detetives de Marcos Rey, comecei as acompanhar novamente as aventuras dos Irmãos Encrenca, Marco, Eloís e Isabel, criados por Stella Carr (aventuras que ainda estão em andamento aqui no blog) e continuo resenhando títulos da Série Vaga-Lume.

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As quatro aventuras dos detetives de Marcos Rey resenhadas em 2016. Crédito da foto: Blog Estação com Cor

Durante o ano passado, também fiz leituras de obras recomendadas pela Tag Experiências Literárias – aliás, fazer parte de um clube de assinatura de livros é algo pelo que toda pessoa fascinada por livros precisa passar. E vieram da Tag algumas das melhores leituras que fiz em 2016. Tenho uma categoria para a Tag aqui no blog, para consultas em caso de interesse.

Da lista inicial proposta no início de 2016, foram lidos os seguintes títulos:

Se vivêssemos em um lugar normal (Juan Pablo Villalobos) (comentado aqui);

Um teto todo seu (Virginia Woolf);

Convergente (Verônica Roth);

Coisas Frágeis 2 (Neil Gaiman);

O chinês americano (Gene Luen Yang) (comentado aqui);

Lavoura arcaica (Raduan Nassar) (comentado aqui);

O falcão maltês (Dashiell Hammett) (comentado aqui);

Contos de amor, loucura e morte (Horacio Quiroga);

Quatro (Verônica Roth).

Infelizmente, não cheguei a fazer resenhas sobre todos eles aqui no blog – a falta de organização não me permitiu. Mas perdoem, porque vou falar brevemente sobre algumas delas agora.

Contos

Em 2016, li apenas três livros de contos: Doze contos peregrinos (Gabriel García-Marquez), recomendado pela Tag; Coisas Frágeis 2 (Neil Gaiman) e Contos de amor, loucura e morte (Horacio Quiroga), esses dois últimos presentes na minha meta inicial para o ano.

Dos três livros, o que menos me marcou foi o de mestre Gaiman, infelizmente. Coisas Frágeis 1 é realmente superior ao seu sucessor e preciso admitir que fui realmente envolvida pelos contos de García-Marquez e do uruguaio Quiroga. Há, de fato, algumas narrativas excelentes nesses dois livros.

HQs

No ano de 2016, voltei a acompanhar um pouco do universo das histórias em quadrinhos. Li várias coisas interessantes em revistas mensais do Mickey (trabalhos da Disney italiana) e novidades da Marvel, Vertido e DC.

No âmbito das graphic novels, três destaques: O chinês americano (Gene Luen Yang); Bordados (Marjane Satrapi) e Batman Noël (Lee Bermejo).

Sobre Bordados, embora eu tenha lido várias resenhas não tão positivas sobre esse trabalho quanto as que li sobre Persépolis (também comentado aqui), reconheço nessa singela história um trabalho menos pretensioso e não tão elaborado quanto a obra-prima de Marjane, mas muito interessante, principalmente no que se refere à importante tarefa de falar sobre o papel da mulher no Oriente Médio.

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Já o Batman Noël de Lee Bermejo é uma releitura poderosa de Um conto de Natal, de Charles Dickens. Um respiro criativo no ambiente massivo das histórias em quadrinhos, utilizando-se de uma fonte clássica da literatura e com um visual simplesmente espetacular, ainda mais valorizado pelo trabalho da colorista italiana Barbara Ciardo.

Pretendo incluir os livros não lidos da lista de 2016 – sete títulos – na programação de leitura de 2017. Por precaução, provavelmente não vou elaborar uma nova lista, mas devo prosseguir com todos os projetos do blog e conciliar, sempre que possível, as leituras dos livros emprestados.

Dois pontos positivos das leituras de 2016 foi a diversidade de assuntos que consegui contemplar (mas isso ainda pode ser melhorado) e também a periodicidade – pela primeira vez, em mais de oito anos de blog, consegui, ao longo de um ano inteiro, postar um texto por semana, algo que também pretendo manter em 2017.

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