Série | Stranger Things

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A fórmula tinha tudo para dar certo: visual retrô da década de 1980, com um grupo de crianças nerds como protagonistas, um enredo cheio de elementos de ficção científica, temperado com a trilha sonora de nomes como The Clash, David Bowie, The Smiths e outros astros. Deu certo.

Com apenas oito episódios, os Duffer Brothers (os gêmeos Matt e Ross, roteiristas e diretores) emplacaram a nova sensação do momento no concorrido mundo dos seriados: Stranger Things – um título bem sugestivo para um argumento que gira em torno de experimentos de laboratório, teorias científicas de mundos alternativos e criaturas melequentas como aliens, tudo isso alinhavado por um grupo de crianças carismáticas que tentam, com toda a inocência da idade, resolver um mistério proposto já em seu primeiro capítulo: o desaparecimento do garoto Will Byers (Noah Schnapp).

Para completar a fórmula de sucesso da série, mais dois elementos foram fundamentais: a aposta de trazer de volta ao show business grandes atores surgidos nos anos 80 e que praticamente desapareceram de forma tão retumbante quanto se consolidaram como promessas: Winona Ryder, que interpreta de forma brilhante Joyce Byers, a mãe desesperada do garoto desaparecido, e Matthew Modine, muito eficiente no papel do “vilão” Dr. Martin Brenner.

Tudo foi pensado de maneira bastante coerente para que Stranger Things se tornasse um sucesso de forma tão rápida. Os episódios trazem a dinâmica dos saudosos filmes da melhor fase da Sessão da Tarde e do Supercine, como Os Goonies, Os Garotos Perdidos, ET e até mesmo Curtindo a Vida Adoidado, entre outros. Há uma problemática envolvendo protagonistas que cativam o espectador – no caso da série, adoráveis garotos nerds auxiliados por uma menina que é praticamente uma X-Man (telepata e telecinética); bem como um mistério alimentado a cada novo capítulo, com ganchos criados cuidadosamente para incitar cada vez mais a curiosidade do público.

Fontes

Stranger Things bebe principalmente nas fontes de Steven Spielberg, Stephen King, John Carpenter e Joel Schumacher e pulveriza em seu enredo referências de grandes clássicos, como ET, Rambo, Alien e jogos de RPG – a referência clara a Dungeons Dragons logo no primeiro capítulo é bastante destacada. São constantes também as menções a super-heróis de histórias em quadrinhos, ficção científica e alienígenas, elementos que constituem o grande interesse dos amigos Will, Lucas (Caleb MacLaughlin), Mike (Finn Wolfhard) e Dustin (Gaten Matarazzo), os quatro garotos escolhidos a dedo para segurar a atenção do público, com a ajuda da estranha “El”, ou Eleven, a garota-superpoderosa (Millie Bobby Brown) – sem dúvida, as crianças são a grande sacada da produção.

A série, como um todo, é muito bem ambientada – a trama, oficialmente, ocorre em 1983, na cidade norte-americana de Indiana. Para dificultar a solução do enigma e dar mais emoção ao processo de desenvolvimento do enredo, David Harbour interpreta o intrigante delegado Jim Hopper, afetado pela perda prematura de sua única filha, vítima de um câncer, e entregue ao álcool depois da dissolução de seu casamento – elementos que tendem a atrapalhar a realização de seu trabalho como policial.

Mais uma vez, a Netflix – rede distribuidora de Stranger Things – acerta ao incluir a criação dos Duffer Brothers em seu catálogo. A recepção da série foi extremamente positiva, e uma nova temporada já foi confirmada, com previsão de lançamento para daqui a dois anos. Contudo, com um elenco fortemente baseado em crianças, não se sabe como isso será resolvido em uma nova temporada, dado o rápido crescimento dos jovens atores. Mais um mistério para aumentar a expectativa pelo retorno da série.

Stranger Things
Criação: The Duffer Brothers
Ano: 2016
País: EUA
Gênero: Aventura/Ficção
Duração – Temporada 1: 8 episódios (cada um com 50 minutos em média)

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Um comentário sobre “Série | Stranger Things

  1. Gostei bastante da série, para mim os atores mirins roubaram a cena. Colocaram tantas coisas boas e referências nostálgicas que dificilmente seria algo ruim, estou ansioso pela segunda temporada. ( Espero que com uma Winona menos chorona dessa vez hahaha)

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