Breves comentários – Agatha Christie: Cipreste triste

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Que surpresa foi a leitura deste livro! Acredito firmemente que “inesperado” seja a melhor palavra para definir esta obra de Dame Agatha. E isso não se deve à singularidade do crime, ou a alguma “inovação” no que se refere ao assassino, nada disso. O jogo de diálogos e a carga psicológica em Cipreste triste são simplesmente sensacionais. De que tenho lembrança, de todos os livros que li da Dama do Crime até o momento, o capítulo 18 deste aqui traz o melhor diálogo que já visto entre Poirot e um suspeito. As proposições são ótimas, o bate-pronto de pergunta respondida com outra pergunta, a perspicácia tanto de Elinor Carlisle (a suspeita) quanto de Poirot (que está fantástico neste livro, quebrando seus próprios paradigmas em alguns momentos!), tudo isso faz deste capítulo um dos melhores que já li de Agatha Christie.

No decorrer da leitura, “troquei de suspeito” três vezes, mas o que de fato me fascinou foi como a autora conseguiu justificar um assassinato aparentemente “simples” (porém de execução minuciosa) com uma motivação pra lá de elaborada. Como dizem os livros policiais, sem motivo, não há crime. E, em Cipreste Triste, o mistério da motivação dá todo o respaldo de que o livro precisa para estar, em minha opinião, entre os melhores da Dama do Crime.

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