Breves comentários – Agatha Christie: O Natal de Poirot

Fiquei um tanto decepcionada com este livro, porque o fato, em si, de o crime ocorrer muito próximo da festa natalina praticamente não tem relevância para o andamento da história. As referências natalinas são citadas de forma bem tímida no andamento do enredo, que, inclusive, à primeira vista, parece bastante simples: o patriarca da família decide escrever para todos os filhos, pedindo-lhes para que venham celebrar o Natal com ele. Neste contexto, o Natal acaba funcionando como pano de fundo para o assassinato, mas não vai muito além. Poirot não é muito fã dessa data comemorativa, mas eu me lembro de que, em A aventura do pudim de Natal, Agatha Christie lança mão de mais tradições dessa época do ano e usa, nessa trama (também protagonizada por Poirot), artifícios diretamente ligados às comemorações natalinas na Inglaterra.

Registrado esse ponto, vamos a outras observações sobre o enredo de O Natal de Poirot: trata-se de uma trama recheada de personagens, um crime, muitos suspeitos, poucos álibis convincentes, mas muitas pistas. Uma coisa que não se pode negar é isso: no decorrer da narrativa, Dame Agatha oferece muitas dicas ao leitor. Eu não sei como demorei tanto para descobrir o assassino (isso só aconteceu nas páginas finais, pouco antes de Poirot reunir todos os envolvidos na sala para começar a sua explanação). A trama é muito bem feita, é consistente, e não posso deixar de dizer que fiquei muito satisfeita por também ter solucionado o crime, mesmo que tardiamente 🙂

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