Supernatural – Quinta temporada

Voltei a acompanhar as aventuras de Dean (Jensen Ackles) e Sam Winchester (Jared Paladecki) em Supernatural, o meu seriado predileto. O mais engraçado é que ele já estava sendo regularmente exibido na TV a cabo há várias semanas e eu é que não sabia. Monga!

A quinta temporada (que eu achava que já tinha terminado!) continua com a corda toda. Os episódios estão bem roteirizados (costumo dizer que a equipe tem um poder de síntese invejável, haja vista que consegue elaborar capítulos com estruturas complexas, mas com diálogos bem desenvolvidos) e brincando constantemente com a metalinguagem e o maniqueísmo.

Acho que o ponto alto do seriado é ter como centro – pela segunda temporada consecutiva – a batalha entre o bem e o mal sem ser piegas e sem descaracterizar os personagens. Não é porque Dean é o escolhido de Miguel que o cara deixou de ser descolado e boca suja. Aliás, por esse ângulo, temos um Sam muito mais polido, bem educado e sensível, que é, todavia, o receptáculo de Lúcifer. É, nem sempre as coisas são o que parecem ser…

Em minha opinião, o personagem do profeta Chuck é uma boa tirada. Para quem não acompanha a série, Chuck é um escritor falido, beberrão, sem sorte com as mulheres e que, depois de um aviso dos anjos, começa a escrever o “Evangelho de Dean e Sam”, relatando os eventos do Apocalipse e o destino dos irmãos. Chuck é protegido por um arcanjo e, no decorrer desta quinta temporada, começa a “se arrumar na vida”, ganhando uma namorada no episódio 9, “The real ghostbusters”, após uma demonstração de coragem que aumentou bastante sua autoestima.

Essa coisa toda de Dean e Sam se verem como personagens de uma saga registrada por Chuck é uma forma muito legal de tratar a questão da metalinguagem. Ao terem contato com os “fãs” dos livros de Chuck, que acreditam que os irmãos Winchester não passam de ficção, Dean e Sam têm a oportunidade de perceber a recepção de seus “personagens” perante pessoas de carne e osso que admiram sua luta contra o Apocalipse, mas que conhecem muito bem tanto suas qualidades quanto seus defeitos, oferecendo-lhes um “novo ângulo” de si mesmos.

A mudança de Castiel (Misha Collins), que se rebela diante da “passividade” de Deus durante o Apocalipse e passa a representar um exemplo a não ser seguido para os demais de sua espécie, também deu maior substância à trama da série. Castiel passa a usar o seu poder de “ex-anjo” de maneira mais efetiva para ajudar os irmãos na busca por Lúcifer e na eliminação de “obstáculos” em forma de anjos e demônios no caminho dos Winchester.

Para finalizar este post, uma última boa ideia dos roteiristas de Supernatural: a webssérie Ghostfacers. Gente, que cômico! Ghostfacers são uma equipe de patéticos combatentes de ameaças sobrenaturais que, grosso modo, posicionam-se como “concorrentes” de Dean e Sam. A única diferença entre o grupo e os irmãos é que estes últimos lidam com “a coisa grossa mesmo”, enquanto o grupo inclusive que grava suas aventuras para disseminá-las na internet e aumentar sua popularidade, não passa de um bando de caça-fantasmas de araque. O legal é que eles ajudam a equilibrar o humor da série, não deixando a coisa ficar pesada demais.

Mais adiante, escreverei sobre Miguel, Lúcifer e os Cavaleiros do Apocalipse.

Supernatural
Warner Channel (Brasil) / The CW (EUA)
Quintas, 22h (Brasil)
Site oficial: http://www.cwtv.com/shows/supernatural/

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