Delírios de consumo

Pinta uma graninha e eu já começo a pensar em maneiras de gastá-la. Incrível. Eu tenho grandes momentos da minha vida preenchidos por um enorme senso de desapego; em compensação, há outros em que me bate a vontade de comprar o mundo: todos os livros do planeta, todos os DVDs de filmes e séries prediletos, peças de roupas que precisam ser repostas, inclusive aquele calçado para substituir o par de sapatilhas que perdi na chuva da última quarta-feira – sim, isso aconteceu comigo.

Entretanto, como (graças a Deus!) nem tudo nesta vida é coisa ruim, com o último dinheirinho que faturei, consegui adquirir algumas das minhas “frivolidades”. A nova tradução publicada pela L&PM de Orgulho e Preconceito, da maravilhosa Jane Austen, foi uma delas! Já tá ali, na filinha da leitura!

Uma outra coisa legal que comprei por um precinho bem bacana foi o documentário sobre Michelângelo, da coleção de biografias do canal History Channel.

Eu já tinha tido a oportunidade de assistir ao vídeo sobre a vida de Abraham Lincoln, que minha mãe ganhou no Natal, e tinha achado o máximo. Por isso, não hesitei, quando vi o volume sobre Michelângelo, em comprá-lo. Os vídeos são todos muito bem-feitos, com a opção de legendas e versão dublada, além de entrevistas com vários estudiosos do assunto, contando curiosidades e passando muitas informações interessantes, algumas, pelo que percebi, bem restritas ao mundo acadêmico, das pesquisas sobre essas pessoas. O de Michelângelo, por exemplo, traz informações muito legais, principalmente sobre o processo de criação dos 33 paineis da Capela Sistina. O artista considerava-se especialista em esculturas (lógico, né?), mas não acreditava particularmente no seu potencial para a pintura. Segundo informações do documentário, ele aceitou o trabalho por dinheiro (ele praticamente sustentava seu pai e seus três irmãos mais novos) e também por insistência do papa da época, se não me engano era Júlio II, não tenho certeza. Quem não gostou muito disso foi Rafael, outro grande expoente da pintura renascentista, e, naqueles anos, o pintor oficial da Igreja.

Enfim, adquiri alguns “alimentos para o meu espírito” e fiquei bastante satisfeita! Os sapatos perdidos na chuva precisarão ser repostos em algum outro momento. Fazer o quê, né?

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