Flip 2009

Ver e participar da Festa Literária Internacional (Flip) era algo que eu queria fazer já há algum tempo. Neste ano, após planejar tudo vários meses antes, consegui. Quer dizer, como nem tudo é perfeito, só cheguei a Paraty no dia 3, o que me custou, entre outras atrações, perder a mesa de Richard Dawkins, infelizmente.

Entretanto, acho que consegui aproveitar bastantes. E, agora, posso dizer: é preciso ter pique para enfrentar o ritmo das palestras e dos eventos que acontecem paralelamente na Flipinha e na Casa de Cultura – mas vale a pena.

Das mesas que acompanhei, creio que aquela que mais me chamou a atenção tenha sido a do Antonio Lobo Antunes. Sou fã de carteira do Gay Talese, já esperava uma ótima mesa com ele, mas o mediador (Mario Sergio Conti) deixou a desejar. Humberto Werneck, por sua vez, conseguiu fazer um trabalho muito bom com o Lobo Antunes. Os primeiros dez minutos da palestra deixaram um grande suspense no ar, pois o escritor português simplesmente não encarava a plateia, tampouco respondia às indagações de Werneck. No entanto, quando “se soltou”, Lobo Antunes falou de sua vida, de seu modo de criação e de suas preocupações quanto a seus livros. De dentro de um homem que, a princípio, parecia uma muralha, saíram declarações inesperadas, que me deixaram com vontade de ler seus livros. Mais tarde quero escrever um post sobre Antonio Lobo Antunes.

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Vale a pena ressaltar a boa organização do evento. Todos os ingressos que consegui foram para a tenda do telão, mas as as filas eram bem organizadas, todos os ingressos tinham sua autenticidade verificada com aparelhos de código de barras, os horários eram respeitados (não houve atrasos – pelo menos nas seis mesas que acompanhei – para o início dos eventos), o atendimento da Lojinha da Flip foi muito bom, enfim, acho que isso é louvável. Fiquei muito contente por ver um evento das dimensões da Flip realizado no Brasil, onde a maioria da população não tem acesso à leitura por múltiplas razões.

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Em Paraty, a comida é um caso à parte. Meu Deus, como é difícil comer nessa cidade! O atendimento é terrível e os preços não ficam muito atrás! Quando não se leva uma hora para completar o pedido (entre pedir o prato e recebê-lo na mesa), acontece de algum atendente esquecê-lo pelo meio do caminho, ou mesmo de se topar com algum atendente mal-educado. Ó do borogodó! 

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Gostei da pousada que peguei. Fica a uns 20 minutos do centro histórico de Paraty (passei pela praia todos os dias!) e dividi um quarto com parte da turma que viajou comigo. Andei bastante nesses percursos diários para ir e voltar do centro histórico, mesmo nas voltas e voltas pela cidade, entre um evento e outro. Valeu a pena!

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2 comentários sobre “Flip 2009

  1. Minha cara amiga, concordo com vc…a viagem foi muito boa, vimos palestras interessantes, outras nem tanto,mas comer em Paraty, realmente, é um caso a parte!!!

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