Céu e Inferno em guerra na TV

 

Há coisa de umas três semanas, fui direto assistir à estréia da nova temporada da série Supernatural. Não sou daquelas que fica o tempo todo grudada na TV, mas, nesse caso, especificamente, era imperdível. O gancho da última temporada, com Dean Winchester sendo devorado por um cão do inferno, foi demais da conta. Aquilo não poderia ficar daquele jeito.

Se você não tá entendendo nada, voltamos ao começo. Supernatural é uma série exibida pela Warner na TV fechada e pelo SBT no canal aberto. Acompanho a trama desde o início. Acho que o nome me chamou a atenção e os atores também, é claro, porque já conhecia os dois protagonistas – os irmãos Winchester –, interpretados por um ator ex-Gilmore Girls e outro ex-Dark Angel/Smallville.

O enredo é bom, pelo menos pra mim. Em linhas gerais, trata-se de um cara cuja “ocupação” era caçar demônios. Ele era casado e tinha dois filhos (os rapazes protagonistas). Certo dia, quando o mais novo ainda era bebê, um demônio matou a mulher dele e a levou para o inferno. Pelo menos em tese. Depois disso, o cara meio que despirocou, mergulhou no “trabalho” e deixava o bebê para o filho mais velho, que devia ter uns 6, 7 anos cuidar.

Ok, o tempo passou, o mais velho ficou tosco, porque não levou adiante os estudos, porém se aprimorou “seguindo a carreira do pai”, que continuava na ativa. O mais novo cresceu e entrou na universidade. Até que, um belo dia, a namorada desse filho mais novo é morta exatamente da maneira como morreu a mãe deles.

Ótimo retorno!
Ótimo retorno!

Simultaneamente a isso, o irmão mais velho vai atrás do mais novo, por causa do desaparecimento do pai. Juntos, eles vão tentar encontrá-lo, até que, acho que na segunda ou terceira temporada, eles o encontram, mas, por causa de uma confusão-mor, o pai vai parar no inferno também. Daí, a luta dos dois é pra tirá-los de lá, enquanto continuam matando e exorcisando demos, até o dia em que se enroscam, o mais novo deles morre e o outro precisa fazer um acordo com um demo pra trazê-lo de volta. A moeda de troca do acordo é a vida do mais velho pela do mais novo no prazo de um ano. A terceira temporada terminou justamente assim, com o prazo de um ano terminando e o mais novo não podendo fazer nada para impedir que o irmão mais velho vá fazer companhia pro papai e pra mamãe.

Só que… quando tudo parecia perdido (porque a família toda praticamente já tava junta no inferno), Deus decide dar o ar da graça e envia um anjo para resgatar o irmão mais velho do inferno. Ou seja, agora a coisa ficará melhor ainda, porque, com a chegada dos anjos, a luta ficará mais equilibrada. E a entrada do enviado do Todo-poderoso (Castiel é o nome do anjo) não foi nada piegas, o que eu achei excelente, pois não quebrou a dinâmica da série.

Ufa, é isso. Pelas minhas contas, eu resumi uma temporada por parágrafo!

Então, eu sabia que, assim como o lado mau tava botando pra quebrar, uma hora o lado bom teria de dar as caras, porque a trama tava ficando muito desequilibrada. A minha preocupação era exatamente como isso seria feito sem ficar piegas, porque Supernatural conseguiu, a meu ver, uma boa fórmula para tratar desse maniqueísmo óbvio do qual a série necessita. O jeito que a equipe produtora trata o bem e o mal é bacana. Cumpre as funções, passa a mensagem e fica legal, mesmo porque eles também usam e abusam de efeitos especiais e de uma linguagem de mistério/terror que ativa a adrenalina.

Mas o que me deixou satisfeita foi que eles conseguiram fazer a inserção do bem na história com êxito. Casou com a dinâmica da série. Isso sem deixar de utilizar conceitos cristãos que são válidos. Meu conhecimento bíblico capenga, mas quebra-galho, identificou o quê de “divino/bíblico” bem próximo do autêntico na fala do anjo, o que “aumenta a credibilidade” sem deixar idiota. E a reação do Dean (o irmão mais velho) ao se defrontar com o anjo, marcou muito a figura “homem” nessa história. Essa temporada abre definitivamente a trilogia “Deus-demônio-homem” e a cena do encontro Dean–Castiel foi muito bem pensada.

Enfim, sou suspeita pra falar, mas gostei mesmo. Usaram bem os recursos, esperaram a hora certa pra fazer com que o bem intercedesse na história e, agora, estou ansiosa pra saber se os roteiristas e produtores vão conseguir segurar a peteca!

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9 comentários sobre “Céu e Inferno em guerra na TV

  1. olá amigão adorei o as dicas da série cara sou fã de montão do “SN” cara mas, tem umas dicas erradas la em cima, por exemplo o Pai de DEN E SAM não era casador antes da esposa dele morrer ele se tornou casador depois, e na serie não diz q a mãe deles foi para o inferno so mostra e pelo q sei diz q o demônio so a insineirou mas não mostra q a alma dela foi pro inferno e quando eles abrem o portão do inferno na 3º temporada Jon Winchester sai do inferno e vai para o Céu…
    ai cara o blog ta de mais cara abração

  2. pois é.sobrenatural e a unica serie que a cada temporada fica muito melhor espero que continue assim melhorando sempre.

  3. eu amo sobre natural…
    tirandu harper´s island é a melhor serie que ja houve..!
    eu amo o dimi e o semi

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