“Faltam ídolos para as novas gerações…”

Uma pessoa muito inteligente me disse a frase que dá nome a esse post, por isso fiquei refletindo sobre o assunto e começo a achar que um dos problemas de hoje é esse mesmo. Não há ídolos para as novas gerações. Pelo menos não ídolos com panca de ídolos, como os que a minha juventude teve.

Eu tive a sorte de crescer cantando músicas de Renato Russo, Cazuza, de ler livros do Marcos Rey, da Stella Carr, de vibrar com os desenhos da Caverna do Dragão, de dançar as músicas da Madonna e do Michael Jackson e toda essa gente me parece, agora, extremamente mais consistente do que os astros de hoje, que parecem sofrer de um “esvaziamento” de propósitos, de criatividade, de essência.

Quem é que a turma atual tem? Britney Spears? RBD (não me batam, mas ainda sou mais o Menudo da minha época)? JK Rowling? Nada contra a mãe do Harry Potter, mas não ouço mais falarem de outros tantos escritores talentosos que temos escondidos nas prateleiras das livrarias. Sei lá, mas parece que está faltando algo…

Veja bem, isso não é um manifesto nostálgico. Essa reflexão bateu na minha cuca hoje de novo quando ouvi Como é que se diz eu te amo, do Legião Urbana recheado de boas letras e harmonias – nada como o pop rock nacional faz hoje, com essa incapacidade de aliar melodia e letra (e com letras muito pouco inteligentes, o que é pior). Daí pensei em como fui feliz em acompanhar, por exemplo, a ascensão da melhor fase do pop rock brasileiro, na década de 80. Renato Russo, para mim, é o gênio que simboliza toda essa geração.

Minha juventude teve muitos ídolos. E acho que atualmente sou uma adulta mais feliz por causa disso.

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3 comentários sobre ““Faltam ídolos para as novas gerações…”

  1. Sabe, Erika, meu pai também dizia o mesmo na década de 80… hehehe! Ele achava que não tínhamos Beatles, Led Zeppelin e que os Stones e o David Bowie não eram mais os mesmos. Tudo muda, os novos vêm e são sempre (muito) diferentes da geração passada. Quando a Bossa Nova chegou, no fim da década de 50, as pessoas diziam que os novos não sabiam cantar, pois estavam acostumados ao vozeirão dos cantores do Rádio. Foi assim com o cinema também (Vera Cruz X Cinema Novo). Isso é normal, é saudável. Há sempre ídolos para as gerações. São apenas diferentes. Belchior já dizia “Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém…/ Mas é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem”.
    Beijão!

  2. Você tem razão, Elis. Enganei a mim mesma, meu post foi, sim, um ataque nostálgico, talvez motivado pelo vazio de saber que os novos ídolos têm um perfil completamente diferente daqueles da nossa geração. Algo que, possivelmente, só será devidamente compreendido daqui uns 20, 30 anos…

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