Assisti, no último fim de semana, ao encontro de Jackie Chan e Jet Li nas telas: O Reino Proibido. Confesso que, desde que a Karina me falou desse filme, eu havia ficado bem curiosa, porque gosto de ambos (mais do Chan, na verdade) e também porque gosto de filmes de ação e luta.

 Primeiro, vale ressaltar o valor estético do filme. A la Zhang Yimou e Ang Lee, com chineses voando, roupas coloridas e esvoaçantes, O Reino Proibido emprega a mesma fórmula, que agrada aos olhos, mas, além disso, não acrescenta muita coisa, infelizmente.

Acho que a equipe técnica ficou tão preocupada em não ofender os egos envolvidos, que esqueceu de caprichar mais no enredo.  Se Jet Li interpreta o Rei Macaco, Jackie Chan não pode ficar atrás e encarna um monge imortal. Aliás, o combate de Chan e Li é, logicamente, um dos pontos mais altos do filme. Mas essa questão de ego é de fato engraçada, pois até o “J” que forma o nome de ambos é compartilhado nos créditos, de forma que os nomes dos dois astros aparecem juntos na tela e nos pôsteres.

Em linhas gerais, a trama é batida. Há um vilão que deseja a vida eterna (buscada em peregrinação pelo Rei Macaco já na famosa lenda chinesa) e, para fazer o gancho com os dias atuais, um rapazinho americano no estilo das produções americanas dos anos 80/90 (Goonies, Os Garotos Perdidos, etc.) apaixonado por kung fu, vidrado em filmes do gênero e saco de pancadas da gangue do bairro. Quando o menino viaja no tempo e vai parar na China antiga, há o encontro dos personagens, que precisam devolver o bastão perdido do Rei Macaco para restabelecer o equilíbrio de forças no reino, dominado pelo déspota Guerreiro de Jade, o cara que quer viver eternamente.

Há a mocinha para completar o grupo e, uma vez reunido todo o grupo, a coisa fica batida, infelizmente. Mas o filme é legal, despretensioso e divertido – com Jackie Chan, não poderia ser diferente. Uma coisa boa é que O Reino Proibido traz à tona (mesmo que de forma torta, mas fazer o quê?) um pouco da história da China lendária por meio do Rei Macaco, que inspirou, inclusive, o livro Jornada ao Oeste, já publicado no Brasil. Vale a pesquisa sobre o assunto.

Serviço
O Reino Proibido
Gênero: Aventura
Duração: 1h53
Lançamento: 2008
Direção: Rob Minkoff

Para saber mais sobre a lenda do Rei Macaco, clique aqui.

Para ler sobre Jornada ao Oeste, clique aqui.

Aproveitei o fim de semana prolongado do feriado da Independência para visitar a exposição “O Francês no Brasil em Todos os Sentidos”, no primeiro andar do belo Museu da Língua Portuguesa, uma das coisas das quais acho realmente que vale a pena se orgulhar no Brasil. Não tenho notícia de outra nação que tenha feito um museu exclusivamente para homenagear seu idioma, com direito a visitações grátis todos os sábados, como nós.

Grudado à estação Luz do metrô paulista, é fácil chegar ao Museu, se você está na capital ou próximo a ela. Esta foi a segunda vez que visitei o local e a primeira em um dia de visitação gratuita. Não me arrependi.

A concepção da mostra é bem interessante e criativa. Há muitos recursos para tentar mostrar aos visitantes como o idioma francês e mesmo alguns costumes desse país fazem parte do cotidiano brasileiro. Logo na entrada, há luminosos metálicos com palavras francesas já incorporadas à nossa língua em movimento.

Um corredor bem iluminado com frases de expoentes da literatura francesa, suas gravuras e, no lado oposto, intelectuais brasileiros que neles se inspiraram (também no molde de frase + gravura) foi uma outra ideia muito legal que vi por lá. Isso sem contar “a bailarina” - sequência de fotos de passos de balé e explicações didáticas sobre a dança – “as pegadas” com informações sobre o Iluminismo dentro das formas de pés; as frases em 3D que, de frente, aparecem em francês e, de lado, surgem traduzidas em português; “o mural das bocas”, que, de quando em quando, pronuciam palavras em francês, etc., etc.

A curadoria da exposição é franco-brasileira. De acordo com informações so site oficial do Ano da França no Brasil, à frente do lado francês do projeto, estão Henriette Walter, linguista, e Benoit Peeters, teórico, crítico e roteirista. Pelo Brasil, a curadoria é do poeta e doutor em francês Álvaro Faleiros, com consultoria do escritor Milton Hatoum.

Entretanto, não posso deixar de mencionar a exposição permanente do Museu (que sempre vale a pena visitar), no segundo andar (acima), contando as origens do nosso idioma, desde os primórdios, seus parentescos com outras línguas, sua história e evolução no Brasil, com a incorporação de vocábulos provenientes de outras culturas e um pouco da história de nossa literatura.

Mas é, no entanto, o espetáculo do terceiro andar (acima) a parte que mais me emociona. A Praça da Língua é uma parte do Museu para a qual são distribuídos ingressos a turmas de 180 pessoas de cada vez para uma experiência interativa de contato com a língua portuguesa muito, mas muito bem pensada, elaborada, e, digo mais uma vez, emocionante – pelo menos eu, nas duas ocasiões em que dela participei, me emocionei e me senti muito orgulhosa de ser uma falante do idioma português brasileiro.

Resumidamente – não quero acabar com a surpresa de quem ainda não a conhece – a experiência na Praça da Língua começa com um minidocumentário (10 minutos) com narração de Fernanda Montenegro sobre a origem da língua portuguesa. Depois disso, os participantes são convidados a ver a aplicabilidade do nosso belo idioma na música, na prosa e na poesia, com trechos de obras famosas, narradas/cantadas por pessoas famosas e visualmente exibidas com muita criatividade, sensibilidade e uma notável “veia concretista”. Maravilhoso e imperdível.

Serviço
Museu da Língua Portuguesa
– estação da Luz – pça. da Luz, s/ nº, Bom Retiro, região central, São Paulo, SP. Tel. 0/xx/11/3326-0775. Ter. a dom.: 10h às 17h (c/ permanência até as 18h). Ingr.: R$ 4 (grátis p/ menores de dez, maiores de 60 anos e sáb.). “O Francês no Brasil em Todos os Sentidos”: até 11 de outubro. Classificação etária: livre.

Eu nunca gostei muito de filmes de faroeste, mas preciso admitir que ando me sentindo uma forasteira. Daquelas que chegam na cidade quando mocinho e bandido já estão trocando tiros e disputando seus domínios na base da intimidação do povo, sabe? Isto é totalmente novo para mim e não deixa de ser engraçado.

Toda semana, quando vou para a USP, eu me sinto uma forasteira. É uma sensação de aventura constante, com ambiente novo, pessoas novas, professor, disciplina, tudo novo. Ainda vou escrever mais sobre isso (sempre penso em escrever mais sobre uma porção de coisas, mas acabo não escrevendo nada).

Sumi daqui nas últimas semanas por dois motivos: minha bursite voltou pra dizer “oi” depois de vários meses de paz e tranquilidade. O outro motivo é que ainda estou administrando o turbilhão de coisas que estão tomando conta do Tico e do Teco ultimamente. Coitadinhos, têm sido tão exigidos…

Espero escrever com mais frequência, agora, que meu braço está melhorando.

Em doses homeopáticas aqui no blog, porque não dá tempo de passar todo dia para escrever. Fora daqui, o ritmo está mais do que alucinante! Vejamos o que tem acontecido nos últimos dias:

* finalmente consegui me desligar do jornal. Agora, faço um esquema de horas bem menor como freela. Afinal, é preciso “pingar” uma graninha para eu sobreviver, né?

* mais rápido do que um foguete. Foi assim que surgiu na minha vida a possibilidade de continuar os estudos fazendo mestrado na USP. Após o convite de um professor meu da Metodista, estou correndo atrás das disciplinas, das provas e de todas as outras burocracias para fazer o curso. Espero que dê certo!

* meu pai já está praticamente recuperado, graças a Deus! Já está se locomovendo de muletas, sem a proteção na perna, e bem mais fortinho.

* por causa da nova rotina, dos horários e das muitas leituras do mestrado, precisei deixar o Ágora, clube de leitura do qual eu fazia parte. E nem postei aqui a respeito das últimas leituras que fiz para o grupo, em maio e em junho, antes de ir para a Flip em julho. Assim que possível, escreverei sobre isso.

Há outras coisas rolando, mas creio que o novo para mim tem sido a adaptação a essa nova vida. Sinto-me livre, leve e solta, ahahahaha! Não bato mais cartão, faço a minha grade de estudos, enfim, tudo isso exige mais disciplina do que se pode imaginar, pois, quanto maior liberdade, maior a responsabilidade também. Volto logo mais!

Estou na minha fase chá. A última gripe que tive foi fortíssima e os chás de hortelã que tomei foram uma ajuda e tanto para sair dessa. Agora, os dilúvios que têm acometido São Paulo estão arrastando metade da população de volta para as tosses, os espirros, etc., etc. Por causa disso, minha mãe, agora, está “atacando” de chá de gengibre com canela. Ótimo. Ardido, que é uma beleza!

O fato é que tenho lido maravilhas sobre essa bebida em tudo quanto é lugar. Desentoxica, hidrata, não pesa e é barato. Ou seja, ótima ideia incluí-lo na minha rotina diária. Ontem fui ao mercado e – isso é supreendente! – simplesmente me encantei pela parte dos chás. Comprei uma caixinha de camomila, outra de maçã e outra de morango. Isso porque, em casa, já tem de hortelã, de boldo, de erva doce, etc. Comprei caixinhas com sachês embalados um a um em envelopinhos, assim posso carregá-los na bolsa para preparar no trabalho também. Será que estou me tornando fanática pela coisa????

O lugar onde eu trabalho é bem frio. De modo que foi fácil eu me acostumar a tomar uma caneca de chá de manhã ou à tarde, para me esquentar. O acupunturista, massoterapeuta e consultor Julio Ganiko escreveu um artigo ótimo sobre os benefícios dos chás. Esse texto foi publicado no NippoBrasil há umas duas ou três semanas e foi mais um motivo para eu ingressar de vez na “onda do chá”. Muito bom!

Estou tentando me organizar para, com o retorno ao trabalho, conciliar minhas leituras, os encontros com os amigos, e todas as outras atividades que fazem parte da minha vida. Entre elas, é claro, está postar aqui com mais frequência.

Tenho visto uma porção de coisas acontecendo as quais eu gostaria de escrever a respeito, refletir um pouco, mas o ritmo diário tem sido frenético e isso tudo está me escapando: coisas como a queda da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, a morte de Michael Jackson, e outros assuntos que, por mais batidos que sejam, me motivam a escrever, porque postar aqui também é um exercício de reflexão e de organização das minhas opiniões.

Logo devo voltar abordando alguma coisa desse gênero e que está, no momento, “pendente” na minha cabeça. Por ora, fica aqui um registro: fiz meu cadastro no twitter. Isso é meio retardatário, eu sei, mas antes tarde do que nunca. Estou ainda me adaptando ao novo brinquedinho e estou me divertindo com isso. Para os interessados, o endereço: www.twitter.com/ehorigoshi. É isso.

Ver e participar da Festa Literária Internacional (Flip) era algo que eu queria fazer já há algum tempo. Neste ano, após planejar tudo vários meses antes, consegui. Quer dizer, como nem tudo é perfeito, só cheguei a Paraty no dia 3, o que me custou, entre outras atrações, perder a mesa de Richard Dawkins, infelizmente.

Entretanto, acho que consegui aproveitar bastantes. E, agora, posso dizer: é preciso ter pique para enfrentar o ritmo das palestras e dos eventos que acontecem paralelamente na Flipinha e na Casa de Cultura – mas vale a pena.

Das mesas que acompanhei, creio que aquela que mais me chamou a atenção tenha sido a do Antonio Lobo Antunes. Sou fã de carteira do Gay Talese, já esperava uma ótima mesa com ele, mas o mediador (Mario Sergio Conti) deixou a desejar. Humberto Werneck, por sua vez, conseguiu fazer um trabalho muito bom com o Lobo Antunes. Os primeiros dez minutos da palestra deixaram um grande suspense no ar, pois o escritor português simplesmente não encarava a plateia, tampouco respondia às indagações de Werneck. No entanto, quando “se soltou”, Lobo Antunes falou de sua vida, de seu modo de criação e de suas preocupações quanto a seus livros. De dentro de um homem que, a princípio, parecia uma muralha, saíram declarações inesperadas, que me deixaram com vontade de ler seus livros. Mais tarde quero escrever um post sobre Antonio Lobo Antunes.

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Vale a pena ressaltar a boa organização do evento. Todos os ingressos que consegui foram para a tenda do telão, mas as as filas eram bem organizadas, todos os ingressos tinham sua autenticidade verificada com aparelhos de código de barras, os horários eram respeitados (não houve atrasos – pelo menos nas seis mesas que acompanhei – para o início dos eventos), o atendimento da Lojinha da Flip foi muito bom, enfim, acho que isso é louvável. Fiquei muito contente por ver um evento das dimensões da Flip realizado no Brasil, onde a maioria da população não tem acesso à leitura por múltiplas razões.

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Em Paraty, a comida é um caso à parte. Meu Deus, como é difícil comer nessa cidade! O atendimento é terrível e os preços não ficam muito atrás! Quando não se leva uma hora para completar o pedido (entre pedir o prato e recebê-lo na mesa), acontece de algum atendente esquecê-lo pelo meio do caminho, ou mesmo de se topar com algum atendente mal-educado. Ó do borogodó! 

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Gostei da pousada que peguei. Fica a uns 20 minutos do centro histórico de Paraty (passei pela praia todos os dias!) e dividi um quarto com parte da turma que viajou comigo. Andei bastante nesses percursos diários para ir e voltar do centro histórico, mesmo nas voltas e voltas pela cidade, entre um evento e outro. Valeu a pena!

Muito tempo sem postar. Durante esse período, muitas coisas aconteceram. Entre elas:

- Meu pai foi atropelado. Ficou internado, precisou de cirurgia e tudo. Agora, graças a Deus, está se recuperando.

- Entreguei o trabalho do curso do Daniel Piza, mas perdi as duas últimas aulas, que ocorreram quando meu pai foi atropelado e quando ele estava em cirurgia. Minha avaliação foi muito boa, apesar de tudo!

- Peguei dez dias de férias. Não dá pra muita coisa, é verdade, mas pelo menos vou dormir um pouco, organizar uma parte das minhas coisas e, quem sabe, assistir a algum filme.

- Viajei a Paraty e vi a Flip! Muito legal, logo postarei minhas impressões por aqui.

Eu nunca levei muito em conta as resenhas/críticas que leio por aí. A maioria delas não é bem fundamentada, muito pelo contrário, sua palavra de ordem é sempre o “achismo” disfarçado por palavras rebuscadas por trás das quais não há absolutamente nada.

Como a crítica é uma parte muito importante do jornalismo cultural, pelo qual sou apaixonada, comecei a fazer, neste mês, um curso específico de crítica cultural com o grande Daniel Piza. Já que eu quero aprender, que seja logo com quem sabe, né? Pois bem.

Estou gostando muito das aulas. Daniel é equilibrado, não é afetado, é calmo e cordial. Ouve e responde tudo o que lhe é perguntado, inclusive no intervalo das aulas, período em que passa na sala, esclarecendo as dúvidas dos alunos sobre livros, revistas brasileiras, resenhas, etc.

A principal lição já foi dada logo de cara e, de alguma forma, eu já “desconfiava” de qual seria ela: é preciso estudar. E, nessa área (a do jornalismo cultural), isso se resume a duas coisas muito simples: ler e escrever. Sair por aí opinando e escrevendo críticas na base do achismo, além de ser fora de propósito, não é uma postura profissional. E, no Brasil, infelizmente, isso é o que mais se vê.

Prof. Daniel Piza (Ha! Que engraçado escrever isso!) confirma. De acordo com ele, nosso país está muito mal servido de críticos, principalmente da nova geração – casos como Barbara Heliodora, por exemplo, ficam fora dessa estatística, obviamente.

Assim, esse povo que sai por aí assinando resenhas disfarçadas de críticas de filmes baseados em livros os quais nem leram e essa massa de “especialistas” em cinema, pintura, música, etc., que escrevem sem embasamento algum, fazendo simplesmente um resumo do que viram, estão difamando o verdadeiro trabalho do crítico: o de fazer o espectador pensar sobre a obra, acrescentando uma nova visão sobre ela, o que implica, muitas vezes, uma eficiente contextualização, informações biográficas, paralelos, entre outros recursos.

Amanhã, a aula será especificamente sobre cinema (na sexta, foi sobre pintura). E aguardo sugestões para o tema do trabalho que preciso entregar ao prof. Piza até o dia 15: uma crítica sobre algum produto cultural recente, de até um ano atrás no máximo.


Novo mês. E o tempo passa.

No ônibus, um homem termina de devorar uma espiga de milho, abre a janela e joga-a displicentemente em cima dos carros que passam ao lado da nossa condução. “Isso é Brasil”, é o primeiro pensamento que me vem à cabeça. Pode ser preconceituoso, eu sei, vou tentar falar um pouquinho mais sobre isso adiante.

Depois do expediente, saio quase duas horas depois do previsto e corro para Fnac, a fim de comprar ingressos para a Flip. Descubro que a mesa com Chico Buarque e Milton Hatoum teve seus ingressos (tanto para a tenda dos autores quanto para o telão) esgotados na manhã do primeiro dia de vendas. Uma pena. Mesmo assim, consegui coisas ótimas, como entradas para acompanhar as participações de Gay Talese, Antônio Lobo Antunes, Zuenir Ventura, Simon Schama, Cristovão Tezza, entre outros. Tudo telão, era só o que tinha.

Finalizo esse post contando aqui que a visão dos extremos é o que mais tem me chamado a atenção por onde passo. Enquanto a carcaça de uma espiga de milho devorada por um trabalhador voa pela janela de um ônibus sem a menor cerimônia, dondocas atravancam a fila da bilheteria da Fnac para escolher ingressos para Flip, rabiscando (à caneta, inclusive) a listagem da programação oferecida pelo atendente – também sem a menor cerimônia. Ambos os casos, cada um a seu modo, são o retrato do nosso país: pobre e rico ao mesmo tempo, mal-educado e inconsequente. Uma pena.